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Retrospectiva 2025: riscos invisíveis, compliance orientado por dados e a nova régua de governança no Brasil

  • Foto do escritor: plataformacredvalu
    plataformacredvalu
  • 6 de jan.
  • 3 min de leitura

Em 2025, a pauta econômico-jurídica reforçou um ponto que ficou impossível de ignorar: risco não é apenas indicador, é vínculo, rede e comportamento. Em um ambiente de crédito mais seletivo e cadeias produtivas mais expostas, temas como ESG aplicado, diligência contínua e prevenção a fraudes e lavagem de dinheiro passaram do discurso para o centro das decisões.


Nesta retrospectiva, reunimos os principais aprendizados do ano e o que isso sinaliza para 2026, com impacto direto para três frentes que acompanhamos de perto: escritórios de advocacia, fundos e mercado de crédito e indústrias e grandes operações.



O pano de fundo de 2025: mais exigência, mais rastreabilidade, mais prova


Ao longo do ano, cresceu a demanda por decisões que sejam rápidas, mas também defensáveis. Isso se traduziu em mais rigor na triagem de risco, maior pressão por evidência documental e necessidade de monitoramento, especialmente quando há exposição reputacional, risco regulatório ou risco de contraparte.


O resultado prático foi um movimento claro: checagens pontuais perderam espaço para rotinas contínuas, com foco em conexões, histórico, mudanças societárias, passivos e sinais de alerta que não aparecem na superfície.


                                                                                                                                                                        


As pautas que dominaram 2025 nas nossas análises


1) ESG saiu do relatório e virou risco operacional


O ESG ganhou um tom mais técnico e menos “institucional”. O que passou a importar é o que dá para verificar e sustentar: licenciamento, regularização, rastreabilidade, condições de trabalho, governança e conformidade.


  • Para indústrias, isso se refletiu na necessidade de diligência mais profunda em cadeia e parceiros, reduzindo risco ambiental, trabalhista e reputacional.


  • Para fundos, gestoras, FIDCs e fintechs, ESG apareceu cada vez mais como componente real de risco em crédito e investimento, não como narrativa.


2) Compliance tradicional ficou pequeno para o nível de sofisticação do risco


2025 consolidou a lógica do compliance orientado por dados. Due diligence, background check, KYC, KYE e checagens de integridade precisaram avançar além do “cadastro básico”.


A diferença prática foi direta: redução de pontos cegos, ganho de velocidade com robustez e capacidade de sustentar decisões em auditorias, comitês, disputas e investigações.


3) Cadeia de fornecimento como ponto cego recorrente


O ano reforçou o custo de ignorar relações indiretas. O risco muitas vezes não está no fornecedor principal, está nas camadas abaixo, na terceirização longa, em mudanças recorrentes de CNPJ e em passivos que se acumulam fora do radar.


Para indústrias e grandes operações, esse foi um dos principais temas do ano por um motivo simples: quando o problema emerge, ele costuma vir com alto impacto financeiro e reputacional.


4) Lavagem de dinheiro e estruturas complexas: alerta no segundo semestre


No segundo semestre, a discussão de AML e integridade no mercado ganhou força com casos e operações que evidenciam um padrão: estruturas ilícitas se profissionalizaram e exploram brechas do compliance documental.


Para fundos, gestoras, FIDCs, fintechs e instituições, a conclusão foi objetiva: não basta uma política formal. É necessário combinar checagem, cruzamento de vínculos e monitoramento contínuo de mudanças e comportamentos de risco.


                                                                                                                                                                        


2026: o que tende a ganhar tração


Para 2026, três linhas devem seguir avançando:


  1. Prova informacional como vantagem competitiva

    Quem consegue demonstrar vínculo, risco e contexto com clareza decide melhor, negocia melhor e reduz exposição.


  2. Monitoramento contínuo como padrão

    Checar apenas no onboarding deixa lacunas. O risco muda com o tempo, principalmente em estrutura societária, processos, conexões e histórico de integridade.


  3. Rastreabilidade auditável em ESG e cadeia

    A régua tende a subir para contratos, crédito e governança. Menos “declaração” e mais evidência verificável.


                                                                                                                                                                        


Oportunidades práticas por setor


Para escritórios de advocacia (recuperação de crédito, contencioso e investigações):

  • Acelerar triagem de casos complexos com dados consistentes.

  • Robustecer evidências e narrativas para medidas judiciais e negociações.

  • Mapear conexões e sinais de fraude para apoiar estratégia processual.


Para fundos, gestoras, FIDCs, fintechs e operações de crédito:

  • Fortalecer rotinas de KYC e AML além do checklist.

  • Aumentar visibilidade de beneficiário final, vínculos e estruturas indiretas.

  • Implementar monitoramento de mudanças societárias, judiciais e reputacionais.


Para indústrias e grandes operações (cadeia, terceiros e governança):

  • Blindar cadeia de fornecimento com diligência em camadas indiretas.

  • Antecipar passivos trabalhistas, ambientais e reputacionais.

  • Aumentar rastreabilidade e consistência para auditorias e stakeholders.


                                                                                                                                                                        


Se a sua prioridade para 2026 é ganhar previsibilidade e reduzir surpresas, a direção é clara: dados certos, cruzamentos inteligentes e governança aplicada ao dia a dia.


Quer ver na prática como estruturar diligência, cruzamento de dados e monitoramento orientados a risco? Agende uma demonstração da Credvalue.


 
 
 

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